Agentic autofix do Copilot sai da prévia: como ativar e quanto custa

Por BuildBase

16 de outubro de 2026

O GitHub anunciou em 15 de outubro de 2026 a disponibilidade geral do agentic autofix para alertas de code scanning. O recurso, que estava em prévia pública desde 28 de outubro de 2025, coloca um agente do Copilot para corrigir vulnerabilidades apontadas pelo CodeQL, validar a correção rodando a análise de novo e entregar tudo num pull request em rascunho.

Para quem cuida de um backlog de alertas de segurança, a mudança troca a sugestão de patch sem garantia por uma correção testada, mas que passa a ter custo.

Em resumo: o botão “Assign to Copilot” substitui o antigo “Generate Fix” nos alertas da branch padrão. O agente explora o repositório, propõe a correção, roda o CodeQL de novo e abre um PR em rascunho, com até 25 alertas por vez. Vale para clientes de GitHub Code Security e Advanced Security no Enterprise Cloud, depende de três chaves ligadas pelos administradores e consome AI Credits e minutos de Actions.

 

O que o Assign to Copilot faz que o Generate Fix não fazia

Com o recurso ligado, o botão Assign to Copilot toma o lugar da opção gratuita Generate Fix na página de cada alerta, informa o changelog oficial do GitHub. A diferença está no que acontece depois do clique.

O Generate Fix (o Copilot Autofix clássico) gerava uma única alteração sugerida para um alerta. Cabia a você decidir se abria o PR e conferir se aquilo fechava mesmo a falha. O agente trabalha como um desenvolvedor faria: lê os arquivos relacionados, escreve a correção, roda o CodeQL com o conjunto de consultas do code scanning para checar se o alerta sumiu e, se não sumiu, tenta de novo.

PontoGenerate Fix (Copilot Autofix)Assign to Copilot (agentic autofix)
O que entregaUma sugestão de alteração para um alertaPR em rascunho com correção, resumo e passos de validação
ValidaçãoNão confirma se o alerta fechaRoda o CodeQL de novo e itera
Quantos alertasUm por vezDe 1 a 25 no mesmo PR
CustoNão consome AI CreditsConsome AI Credits e minutos de Actions
AjustesVocê edita o PR manualmenteComentário no PR ou sessão na aba Agents

O PR chega com um resumo do que mudou, a explicação de por que a alteração fecha o alerta e os passos de validação executados. Ninguém faz merge automático: o rascunho espera revisão humana.

 

Na prática: um alerta de SQL injection do começo ao fim

Tela de computador com código colorido em destaque de sintaxe
Imagem ilustrativa de código em editor. Foto: Godfrey Atima / Pexels

 

Imagine uma API em Python com uma rota de busca de clientes que monta a consulta ao banco juntando o texto digitado pelo usuário direto na string SQL. O CodeQL marca o trecho como SQL injection, com o caminho que o dado percorre da requisição até a execução da consulta.

Com o agentic autofix ligado, o fluxo fica assim:

  1. Na aba Security and quality do repositório, você abre Code scanning e clica no alerta.
  2. No topo da página, clica em Assign to Copilot. Isso inicia uma sessão do agente.
  3. O agente lê a rota, a camada de acesso a dados e outros pontos que chamam a mesma função, e troca a concatenação por consulta parametrizada.
  4. Ele roda o CodeQL de novo. Se o alerta continuar aberto (por exemplo, porque outra função repete o padrão), ajusta e valida outra vez.
  5. Em geral em poucos minutos, segundo a documentação, aparece um PR em rascunho com o resumo e o registro da validação.
  6. Você revisa, roda os testes da aplicação e, se quiser mudança, comenta no PR mencionando o Copilot.

A documentação de resolução de alertas avisa que a validação é de melhor esforço: se o Copilot não conseguir validar a correção, ou desconfiar que o alerta é falso positivo, ele diz isso no próprio PR. Leia essa parte antes de aprovar.

 

Quem pode usar e o que ainda fica de fora

O recurso é para clientes de GitHub Code Security ou GitHub Advanced Security no GitHub Enterprise Cloud, incluindo a versão com residência de dados. A página de conceitos do autofix lista outras restrições que pesam na hora de planejar:

  • Só branch padrão: alertas que aparecem apenas em pull requests ou em outras branches não podem ser atribuídos ao Copilot.
  • Enterprise Managed Users: repositórios dessas contas ficam fora, assim como repositórios pessoais dentro de uma enterprise que usa EMU.
  • Validação limitada: o agente não consegue confirmar correções de alertas vindos de consultas CodeQL personalizadas, do conjunto security-extended ou de ferramentas de terceiros.
  • Acesso: quem atribui o alerta precisa de permissão de escrita no repositório.

Sobre linguagens, a documentação de uso responsável do Copilot Autofix cita suporte a C#, C/C++, Go, Java/Kotlin, Swift, JavaScript/TypeScript, Python, Ruby e Rust, para um subconjunto das consultas do CodeQL. A página do agentic autofix não traz uma lista própria, então trate essa relação como referência, não como garantia de cobertura.

 

Como ativar nos três níveis de administração

O recurso só aparece quando três condições se encontram. Se uma delas faltar, o botão antigo continua lá.

  1. Enterprise: o administrador da enterprise liga a política Agentic autofix nas políticas de Advanced Security.
  2. Organização ou repositório: o administrador (ou o gerente de segurança) ativa o agentic autofix nas configurações de Code Security.
  3. Cobrança: é preciso ter um método de cobrança do Copilot definido.

Depois disso, há três formas de disparar o agente: pelo alerta individual, selecionando de 1 a 25 alertas na lista do repositório ou numa campanha de segurança (todos viram um PR só), ou pela API REST, no endpoint de atualização de alerta, preenchendo assignees com copilot-swe-agent[bot]. A via da API é a que interessa para quem quer encaixar a correção num pipeline próprio de triagem.

 

Quanto custa rodar o agente

O GitHub não divulgou um preço fixo por correção. Cada sessão consome AI Credits do orçamento de Code Security e minutos de GitHub Actions, já que a validação roda o CodeQL de novo. O gasto aparece na seção AI usage do faturamento da enterprise, sob o produto Advanced Security, e é possível definir orçamento por SKU para os créditos de IA do Code Security.

Na prática, o custo cresce com o tamanho do repositório e com o número de tentativas que o agente faz até validar. Antes de soltar o lote de 25 alertas num monorepo, vale definir o orçamento por SKU e rodar alguns alertas isolados para medir o consumo real.

 

Dúvidas que estão aparecendo

 

Preciso de licença do Copilot para cada desenvolvedor?

A documentação diz que não é necessária licença do Copilot para usar o agentic autofix. O que o changelog exige é um método de cobrança do Copilot configurado, porque as sessões são cobradas como sessões do agente.

 

O Generate Fix gratuito some de vez?

Ele é substituído pelo Assign to Copilot onde o agentic autofix estiver ligado. Onde o recurso não for ativado, o Copilot Autofix clássico segue disponível, e ele não consome AI Credits.

 

Posso usar em alertas abertos dentro de um PR?

Não. Só alertas da branch padrão podem ser atribuídos ao Copilot. Alertas que existem apenas no PR continuam com o fluxo normal de revisão.

 

O agente faz merge sozinho?

Não. Ele abre um PR em rascunho e para. A aprovação e o merge seguem as regras de proteção de branch do seu repositório.

 

Se você administra segurança, por onde começar

Se a sua enterprise já tem Code Security ou Advanced Security, comece pela política no nível da enterprise e por um orçamento de AI Credits por SKU, antes de liberar para todas as organizações. Se o backlog é grande e concentrado em poucas regras, como injeção de SQL, use uma campanha de segurança e atribua lotes pequenos para medir custo e qualidade dos PRs. Se a sua organização usa Enterprise Managed Users ou depende de consultas personalizadas, o recurso ainda não resolve seu caso e o fluxo manual continua sendo o caminho.

Para quem está priorizando correções no mesmo período, o balanço do Patch Tuesday de outubro ajuda a decidir o que atualizar primeiro fora do código próprio. E, se o alerta envolve rotas expostas, vale revisar também como proteger uma API pública contra abuso.

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